03/06/2010

Livro do mês de Junho

O último Bandeirante foi apresentado pelo autor, Pedro Pinto, na Ilha das Letras - Lenteiro do Rio a alunos da Escola Secundária de S. Pedro do Sul.


O último Bandeirante é um romance histórico que fará História também para o autor, Pedro Pinto, jornalista da TVI, por se tratar da sua estreia nesta área. Editado pela Esfera dos Livros em 2009, compendia nas suas 296 páginas a saga de António Raposo Tavares, natural de Beja, herói alentejano pouco conhecido dos Portugueses que em 1618, com 20 anos, vai para o Brasil na companhia do pai, Fernão Vieira Tavares, governador da capitania de S. Vicente.
Raposo Tavares, aventureiro em terras de Vera Cruz, ainda bastante obscuras e repletas de mitos, embora deslumbrantes, desempenhou um papel crucial para que a Amazónia e boa parte do território brasileiro ficassem a pertencer a Portugal e não à vizinha Espanha. Para tal, teve de combater, para além das muitas dificuldades proporcionadas pela Natureza, os jesuítas e, a dada altura, os invasores holandeses no Nordeste. Tudo isto num clima de complexos emaranhados de interesses sociais e económicos, que opunham ainda mais jesuítas espanhóis e bandeirantes portugueses, não obstante a submissão a um rei comum (decorria a era dos Filipes).
A aventura, a extraordinária beleza exótica das paisagens, as relações entre brancos e índios, a paixão, a traição e a cobiça constituem alguns dos elementos que compõem O Último Bandeirante. As vivências de um dos maiores exploradores do Brasil englobam a preparação da conjuntura para aquilo que viria a ser o Tratado de Tordesilhas, com uma compreensão mais profunda da importância dos bandeirantes na determinação do território do Brasil.

 Pedro Pinto
Pedro Pinto nasceu em Lisboa, no dia 20 de Março de 1971. É o mais novo de três irmãos. Formou-se na Universidade Autónoma em Relações Internacionais, na área económica. Em seguida tirou o curso de Jornalismo no Cenjor, ao mesmo tempo que fazia um mestrado.
Foi nessa altura que estagiou três meses na TVI. Posto isto, deixou o jornalismo e passou a dar aulas na Universidade Autónoma (onde ainda hoje se mantém), enquanto trabalhava também numa agência de publicidade, até que recebeu o convite para trabalhar na RTP.
Um ano e meio depois de estar ligado ao Desporto, Pedro Pinto teve a oportunidade de ir para a RTP 2, a convite de Henrique Garcia, onde apresentava de cinco em cinco semanas o noticiário. Certo dia, José Eduardo Moniz, director-geral da TVI, achou que Pedro Pinto tinha valor para a estação e desafiou-o, no ano 2000, para ser pivô do Jornal Nacional, o momento mais alto da sua carreira. Além desta função, é ainda editor daquele bloco informativo.
Disponível em: http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=482a6c7f-cb27-464e-9a4a-78141fde3d3c

29/05/2010

Banco alimentar

«Mais de 28 mil voluntários vão estar, por todo o país, nos supermercados a convidar os portugueses a associarem-se a esta iniciativa, fazendo os seus donativos através de bens alimentares.»

22/05/2010

22 de Maio- Dia Internacional da Biodiversidade



Alterações Climáticas e Perda de Biodiversidade: Portugal Será um dos Países da Europa mais Afectados.

A Terra está a perder biodiversidade a uma taxa sem precedentes. No Dia Internacional da Biodiversidade, 22 de Maio, as alterações climáticas voltam a constituir a preocupação central assumindo-se como uma das maiores ameaças à diversidade de vida no Planeta, juntamente com a destruição de habitats, poluição e proliferação de espécies invasoras. ...





14/05/2010

LIVRO DO MÊS DE MAIO

A máquina de fazer espanhóis


Mãe, Valter Hugo (2010),
A máquina de fazer espanhóis
,
Edição Alfaguara








Resumo:

António Silva, um senhor de oitenta e quatro anos, vê a sua vida mudar drasticamente quando a sua mulher Laura morre. Morre o seu grande amor e é abandonado num lar pelos seus filhos. Revoltado e com medo do pouco tempo que lhe resta, num primeiro impulso, resigna-se e fecha-se ao Mundo. Após um tempo de reflexão, começa a habituar-se à sua nova vida e conhece outros que, tal como ele, foram ali abandonados. No momento mais árido da sua vida, ainda se surpreende com a manifestação de alguma alegria. E é aqui que percebe que nem tudo é mau. Conhece o famoso João Esteves, um senhor que serviu de inspiração a poemas de Fernando Pessoa, um ídolo seu. E este é o ponto de partida para uma história magnífica e arrepiante, que nos fala da terceira idade e da iminência da morte, que nos diz que a opinião dos velhos ainda tem de contar.

Opinião:

É uma obra absolutamente fascinante, que nos prende do início ao fim. É um ponto de vista pouco comum, em que a personagem principal, António Silva, um senhor de oitenta e quatro anos, nos dá a conhecer o outro lado da nossa sociedade, o lado em que a alegria é escassa e o tempo contado, em que é preciso aprender a lidar com a revolta da perda e, acima de tudo, é preciso encontrar motivos para sobreviver.

Com uma escrita sincera e clara, com uma liberdade formal que o autor justifica pelo facto de gostar «da limpeza das minúsculas», Valter Hugo Mãe mostra-nos como vive a terceira idade, abandonada e esquecida por todos. Este livro é uma tentativa de perceber que drama é esse de, a dada altura da vida, estarmos a viver contra o corpo.




valter hugo mãe

Perfil biográfico
valter hugo mãe nasceu em Saurimo, Angola a 25 de Setembro de 1971. Passou grande parte da sua infância em Paços de Ferreira, porém em 1980 mudou-se para Vila do Conde. Licenciou-se em Direito e fez uma pós-graduação em Literatura Portuguesa Contemporânea e Moderna.

Em 1999 fundou com Jorge Reis Sá a “Quasi edições” na qual publicou obras de Mário Soares, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, António Ramos Rosa, Artur do Cruzeiro Seixas, Ferreira Gullar, Adolfo Luxúria Canibal e muitos outros. Em 2001, ainda na Quasi, co-dirige a revista “Apeadeiro” e em 2006 funda a editora Objecto Cardíaco. Em 2007 atingiu o reconhecimento público com a atribuição do Prémio Literário José Saramago, durante a entrega do qual o próprio José Saramago considerou o romance o “remorso de baltazar serapião” um verdadeiro "tsunami literário". Entretanto começa a escrever letras para canções e em 2008 funda, com Miguel Pedro e António Rafael, do grupo Mão Morta, a banda Governo, onde assume a função de vocalista.

Alexandra Pereira, nº1, 10º E

Texto produzido no âmbito da disciplina de Literatura Portuguesa, Professora Lurdes Lopes

27/04/2010

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

Toda a actividade de escrita é precedida pela leitura.
O Dia Mundial do Livro foi comemorado a ler e a escrever.

Todos os alunos leram ou ouviram ler durante 30 minutos, entre as 9:30H e as 10H. A Equipa da Biblioteca seleccionou livros e textos para os diferentes níveis de escolaridade. Porém verificámos, com muito agrado, que a maioria dos Professores fez a sua escolha pessoal e partilhou, ou proporcionou a partilha desses textos aos alunos.


Neste Dia Mundial do Livro foi dado início ao projecto “Ha´u hakarak aprende” (Eu quero aprender) que tem por objectivo a recolha de livros para bibliotecas escolares em Timor Leste.
No polivalente, TIMOR foi escrito com livros portugueses.
Os livros ainda poderão ser entregues até 31 de Maio na Biblioteca.

Paralelamente, os alunos tiveram, e ainda têm, a possibilidade de dar largas à imaginação e “construir um poema” (poemas) na Biblioteca, subordinado ao tema: O LIVRO.
Esta actividade permanece até ao final de Maio, data em que serão expostos os poemas.

26/04/2010

Artigo do mês

 
Bons professores e regras morais contra a sociedade liquefeita
por Francesco Alberoni, Publicado em 06 de Abril de 2010

Há 50 anos nasceu a pedagogia segundo a qual não se deviam impor regras às crianças, apenas dar-lhes indicações.
Foi um descalabro, a sociedade liquefez-se. É preciso reconstruí-la.

Disseram que as normas impostas traumatizavam os meninos. Criaram-se pequenos monstros.

Os sociólogos estão sempre a repetir-nos que o nosso sistema social está cada vez mais desestruturado. Passámos da sociedade industrial para a pós-industrial, depois para a pós-moderna e por fim para a sociedade que Bauman designa por líquida, por não ter regras nem laços fortes. Contudo, para mim, as fases de desestruturação são seguidas de fases de reconstrução, e essa nova fase reconstrutiva já começou. Vejamos o campo do ensino. Há 50 anos, do encontro entre Dewey, a psicanálise e o vulgar marxismo, nasceu uma pedagogia segundo a qual não devem impor-se regras, mas apenas dar indicações. As crianças não devem decorar a tabuada, poemas, nomes das terras, datas da história, não devem estudar gramática nem análise lógica. Também não devem aceitar a autoridade dos pais e dos professores. Esses pedagogos achavam que, se o indivíduo fosse mais livre para criar, o florescimento cultural seria assombroso. Pelo contrário, gerou-se um vazio que foi preenchido pela cultura mediática.
As crianças não sabem poemas mas conhecem canções, não seguem os mandamentos morais, mas sim "o que dizem os colegas", não conhecem os clássicos, mas sabe o que dizem as personagens televisivas. Na verdade, a pedagogia que nivela tudo por baixo no intuito de esbater as diferenças teve como consequência tornar ignorantes milhões de pessoas e privilegiar aqueles que podiam ir para a universidade e para escolas de excelência com professores respeitados e programas rigorosos. É por essa razão que há cada vez mais pessoas a quererem uma escola mais séria, mais rigorosa, com professores preparados e mais respeitados. Mas também começam a perceber que é essencial que existam normas morais básicas interiorizadas, aprendidas até ao fim da infância.
Não se deve esperar que as crianças aprendam sozinhas que não devem roubar ou atormentar os colegas. Temos de as ensinar e fazer com que isso lhes fique gravado na mente, se torne um hábito. Por fim, também estamos a perceber que a nossa ordem social se baseia num mandamento fundamental: "Faz ao outro o que gostarias que ele te fizesse a ti." É um mandamento que não pode ser demonstrado com um cálculo custo-benefício. Ou se aceita ou não. Em 50 anos, passámos do autoritarismo mais cego à anarquia mais completa, da sociedade mais rígida à sociedade mais fragmentada, liquefeita. Mas ignorar ou contornar a liquefacção não basta; é preciso iniciar a reconstrução.

Francesco Alberoni, Sociólogo, escritor e jornalista

http://www.ionline.pt/conteudo/54044-bons-professores-e-regras-morais-contra-sociedade-liquefeita