12/02/2010

JOSÉ SARAMAGO


Biografia
José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922. Seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não perfizera três anos de idade. Toda a sua vida tem decorrido na capital, embora até ao princípio da idade madura tivessem sido numerosas e às vezes prolongadas as suas estadas na aldeia natal. Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas.
No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista "Seara Nova".
Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal "Diário de Lisboa" onde foi comentador político. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do "Diário de Notícias".
Desde 1976 vive exclusivamente do seu trabalho literário.
http://www.caleida.pt/saramago/biografia.html (adaptado)

O Livro do mês de Fevereiro


Saramago, José (2009) Caim, Lisboa, Editorial Caminho.
ISBN: 978-972-21-2076-0


Caim, o herói desta história, é um homem marcado por uma atrocidade cometida no passado pelo seu irmão, Abel. Furioso com o facto de o Senhor aceitar com maior agrado as dádivas de Abel, Caim acaba por o matar. O Senhor ao saber desta situação resolve transformá-lo num vagabundo, num homem sem destino, e coloca-lhe um sinal na testa que o identifica como pecador.
Caim viaja ao longo de toda a história e, vivenciando acontecimentos bíblicos como a Torre de Babel e o Dilúvio, vai assistir à destruição da cidade de Sodoma e de Gomorra, ao sacrifício pedido por Deus a Abraão para matar o seu próprio filho, Isaac e, também, à preparação da Arca de Noé…
Em todos os episódios vividos, Caim vai-se apercebendo da crueldade e do egoísmo do Senhor, que coloca à prova os seres que ele próprio criou de forma desumana, um Deus diferente daquele a que nos habituámos, um Deus que apela à destruição e à morte.
“Caim” é uma obra escrita num claro tom irónico, considerada, por alguns, “insensível” e não muito apropriada a religiosos, pois difama aquilo em que muitas pessoas acreditam. No entanto, penso que se nos despirmos de preconceitos, conseguimos gostar desta obra que nos leva ao início do mundo e nos permite reflectir sobre vários assuntos, como por exemplo, o valor da verdadeira fé, o valor da prática das boas acções...
Apesar de toda a controvérsia que este livro criou, apesar de toda a polémica, esta obra é um bom desafio.

Jéssica Carvalho 11º E

30/10/2009

Uma hora de histórias

Bibliopaper



NOTÍCIA
Bibliopaper
Realizou-se no dia 28 de Outubro, Quarta-feira, pelas 14 horas e 30 minutos, na Biblioteca Escolar, o “Bibliopaper”. Esta actividade consistia em responder a cinco “desafios” no mais curto espaço de tempo possível. Cada grupo era constituído por quatro alunos e um professor acompanhante. A actividade foi muito agradável, uma vez que envolvia questões bastante acessíveis sobre temas diversificados, Literatura, Pintura, Leitura, Ciência e até sobre o Meio Ambiente.
Outubro é o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares e esta foi a melhor maneira de comemorar a data, mostrando à Comunidade Escolar a facilidade que a Biblioteca proporciona na pesquisa de informação e acesso a todo o tipo de saberes.
Um incentivo à visita da Biblioteca e aos hábitos de leitura e de estudo, ao conhecimento e à cultura geral, este desafio foi muito bem recebido.
Se um livro é um amigo, a biblioteca deve fazer parte do nosso mundo.

Jéssica Carvalho – 11º E

Uma hora de histórias



Toda a ansiedade começou quando a professora de Educação Física nos disse:
- Na próxima aula não tragam o material, porque vão ouvir histórias para a biblioteca!
Esperámos até à aula seguinte com muita curiosidade… Como seria?... Quem nos contaria as histórias?... Tanto mistério!
Finalmente chegou o dia! A angústia acabou.
Abriram-nos a porta e entrámos na biblioteca. Levaram-nos ao encontro de uma senhora, com ar simpático, que nos recebeu com muitos sorrisos de satisfação.
Sentámo-nos numas mantinhas e, finalmente, ia haver respostas para todas as perguntas que surgiram sobre o momento.
A senhora apresentou-se dizendo que se chamava Liliana. Vinha da Marinha Grande para fazer renascer a criança que há em nós, e assim foi.
Começámos com um jogo de concentração. Apenas saber observar, era o que tínhamos de fazer. Muito engraçado!
Depois informou que ia contar duas histórias, uma com livro, outra sem.
“Três Histórias do Futuro” começou por nos contar. Uma história engraçada que nos leva a perceber que nada substitui o amor de um pai.
Seguidamente, jogámos outro jogo sobre títulos e autores, estrangeiros e portugueses.
No final do jogo, um bom elogio inundou os nossos ouvidos. Disse-nos que realmente demonstrámos que gostamos de ler.
Contou-nos outra história, “O Pinto Careca”. Muito engraçada, realmente!
Foi um óptimo momento.
As histórias infantis não perdem a sua graça.

Isabela Queimadela, Margarida Martins, Júlio Girão, Rita Esteves (Área de Projecto - 7º A)